COM MELHORES CONDIÇÕES DE PAVIMENTO E
SINALIZAÇÃO, ESTRADAS PAULISTAS TÊM
QUEDA NO NÚMERO DE ACIDENTES
A crise do sistema aeroviário fez com que o brasileiro optasse
por viagens de carro nestas férias de verão. Com isso, a
tendência era de que o número de acidentes aumentasse na
mesma proporção. Mas, no caso das estradas paulistas, este fato
não se concretizou.
Dados oficiais da Secretaria Estadual dos Transportes do Estado de
São Paulo apontam para uma diminuição de 12,6% no número de
acidentes nas estradas estaduais paulistas nos feriados de fim de ano,
tomando por base o Reveillon 2006, o que significou 25% menos mortes
neste período. As rodovias paulistas são as mais bem conservadas do
País, segundo pesquisa 2006 da Confederação Nacional dos Transportes
(CNT). O levantamento mostrou que as dez melhores estradas do País
estão em São Paulo e a maioria administrada pela iniciativa privada. O
primeiro lugar ficou com a rodovia Bandeirantes, entre São Paulo e
Limeira. Em segundo lugar está a Dutra, entre São Paulo e Taubaté.
Telefones de emergência a cada quilômetro, asfalto em perfeitas
condições, sinalização correta, painéis de mensagens variáveis, serviços
de 0800, guincho e socorro médico estão entre os itens que tornam
estas estradas diferenciadas.
Ainda segundo a pesquisa CNT, os últimos lugares do
levantamento ficaram com as rodovias federais. E, já nestas estradas, o
número de vítimas fatais em acidentes nos feriados de final de ano
aumentou 47,5% em relação ao mesmo período do ano passado,
segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. “Desta forma, pode-se
estabelecer uma estreita relação entre boa infra-estrutura rodoviária e
segurança”, afirma Áurea Rangel, química e diretora-executiva de uma
das principais empresas de sinalização horizontal do País, a Hot Line.
A concessão, que obriga as empresas a realizarem muitas obras
ao longo do período de contrato, também estimula a aquisição de novas
tecnologias que permitem fazer obras com menor custo-benefício,
oferecendo mais segurança e melhorando o atendimento ao usuário.
“Existe uma certa rivalidade saudável e cada concessionária procura
lançar novos serviços ou aprimorar os existentes para ser considerada a
melhor”, diz Áurea. “Todos têm a ganhar: a concessionária que, com
administração competente pode ter seu contrato renovado; o Estado,
que ficará com as melhorias realizadas e, acima de tudo, o usuário, que
ganha em segurança ao trafegar por estradas com boas condições de
pavimento e sinalização. Um elevado desempenho da sinalização só
pode ser alcançado quando houver contraste diurno e retrorrefletância
noturna mesmo em condições adversas, como chuva e neblina.”
Segundo a diretora, a demarcação bem feita das estradas pode ser o
limite entre um acidente e uma viagem tranqüila. |