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NOVAS CONCESSÕES DE RODOVIAS AQUECEM O MERCADO DE INFRA-ESTRUTURA VIÁRIA EM 2008
Fabricantes de soluções para sinalização horizontal entre outros fornecedores, estão otimistas quanto às expectativas de aquecimento do setor de infra-estrutura viária. Isso porque as concessionárias que assumem os 2,6 mil quilômetros de rodovias federais a partir do próximo ano terão que desembolsar R$ 19 bilhões em melhorias. Além disso, os 32 quilômetros do trecho Oeste do Rodoanel, em São Paulo, prevêem outros R$ 804 milhões de investimentos.
O setor de infra-estrutura viária comemora o ingresso mais efetivo das concessionárias no segmento rodoviário brasileiro por conta do último lote de concessões, leiloados em 9 de outubro. Ao fecharem o negócio, os grupos espanhóis OHL e Acciona e também a brasileira BR Vias deram início a um verdadeiro efeito dominó neste mercado. Os R$ 19 bilhões que sairão destas empresas para promover melhorias e manutenção nos trechos concedidos provocarão o aquecimento do setor: de fabricantes de produtos para sinalização a empresas de mão-de-obra, as estimativas apontam um crescimento de até 20% para o próximo ano. Além das rodovias federais, o trecho Oeste do paulista Rodoanel – cujo edital estará pronto em dezembro – também promoverá uma injeção de ânimo junto aos fornecedores, com a proposta de R$ 804 milhões de investimentos.
Mas não só os cifrões animam os fornecedores. O fato de venderem para empresas capacitadas a avaliar o que de melhor podem oferecer promove uma espécie de concorrência Leal entre estes fabricantes. “Apesar de os órgãos públicos ainda serem os maiores compradores em quantidade, são as concessionárias as clientes mais interessadas em tecnologia e em produtos que agreguem qualidade e durabilidade e segurança”, alerta a diretora executiva da Hot Line, Áurea Rangel. A Hot Line é fabricante de tintas e soluções para sinalização horizontal. “Com gestão administrativa profissional, as concessionárias entendem melhor a matemática da relação custo x benefício. Não lhes interessa fornecedores que tenham apenas o menor preço, mas aqueles que entregam produtos com tecnologia, desenvolvidos para serem eficientes e duráveis, gerando real economia.”
Além disso, segundo Áurea, estas empresas privadas seguem à risca as normas técnicas estabelecidas pelos departamentos e leis de trânsito. “As concessionárias buscam fornecedores que denotam sua capacidade de assumir um posto de parceria. Se por um lado o Governo tende a ir atrás do custo mais baixo e faz vista grossa para a qualidade, as concessionárias já trafegam na direção contrária e avaliam produtos e serviços com lentes de aumento e por uma questão óbvia: não é interessante para estas empresas o fazer e refazer.”
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