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VALE QUANTO PESA?
* Áurea Rangel
A Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) acaba de divulgar um aumento de até 26,31% no valor dos pedágios das estradas paulistas. Há dois anos as tarifas das estradas sob concessão não sofriam acréscimo
Se dói no bolso do usuário – e dói mesmo, pois não se tratam de valores módicos – dói mais ainda pagar sem levar. É fato traduzido em cifras que as boas condições de infra-estrutura tornam a viagem mais segura. Dados oficiais da Secretaria Estadual dos Transportes do Estado de São Paulo apontam para uma diminuição de 25% menos mortes nas estradas estaduais paulistas nos feriados de fim de ano, tomando por base o Reveillon 2006. Enquanto isso, no mesmo período, as federais amargaram um acréscimo de 47,5% nos registros de acidentes fatais, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
No levantamento 2006 da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), as rodovias paulistas figuram como as mais bem conservadas do País, sendo que a maioria é administrada pela iniciativa privada. Estabelece-se então uma estreita relação entre boas condições de sinalização e pavimento e segurança viária. Tão estreita que não pode ser desvinculada. E a saída para que o Brasil viaje seguro são os recursos privados. Menos de 10% dos cerca de 1,7 milhão quilômetros de estradas brasileiras estão em condições ideais de tráfego atualmente. Acreditar que a administração pública dará conta deste recado é sonhar alto demais. Uma prova é o programa Pro Sinal, anunciado no ano passado e que ainda espera a liberação de verba para a continuidade das obras este ano.
* Áurea Rangel é química, mestre em engenharia de materiais e diretora executiva da Hot Line.
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